
No dia 13 de maio de 1981, o Papa João Paulo II, foi vítima de um grave atentado na Praça de São Pedro, pelo turco Ali Agca, um pistoleiro treinado no grupo militante Lobos Cinzentos, o homem que é conhecido na Turquia como " A maior desgraça do país ". A justiça italiana condenou Agca à prisão perpétua mas, em 2000, foi perdoado por bom comportamento. Quando a Itália se preparava para libertar Ali Agca, a Turquia pediu a sua extradição, para que ele cumprisse uma pena pelo assassinato de Abdi Ipekci, diretor do jornal Milliyetem em 1979. Em 1982, a justiça turca tinha condenado Agca a pena capital por este crime, porém, a pena de morte foi abolida e a sua sentença foi comutada em prisão perpétua. Anistias subsequentes do sistema judicial turco acabaram por reduzir a sentença a dez anos de prisão.

Internado de urgência na Policlínica Agostini Gemelli, o Papa foi submetido a uma delicada cirugia de cinco horas, para extirpação de 55 centímetros de seu intestino. No dia 20 de Junho, 17 dias depois de ter alta, é internado novamente na mesma clínica de Roma para ser tratado de uma infecção de cytomegalovirus, resultante da operação anterior.

Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio, nesta data, em 1917, Nossa Senhora de Fátima teria feito a sua primeira aparição aos três pastorinhos. O Pontífice sempre afirmou que ela teria desviado as balas e salvo a sua vida. Um ano depois, em 13 de maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer por ter sido salvo. João Paulo II ofereceu uma das balas que o atingiu ao Santuário, que foi colocada na coroa da Santa, onde permanece até hoje.

Em 1983, João Paulo II visitou Ali Agca em sua cela. O Papa concedeu perdão ao seu agressor, com quem conversou reservadamente e também orou. Na sequência desta visita, o extremista turco afirmou ter abandonado o Islã a favor do Cristianismo.
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